segunda-feira, 25 de maio de 2009

Colapso de sacolinhas.

Já faz alguns meses que eu adotei o uso das sacolas (destas de feira) para fazer as compras semanais, ou seja, não pego sacolinhas plásticas e ainda ganho descontos e pontuações nos super-mercados. Legal né?

Estrategicamente comprei 3 sacolas, uma fica no meu carro, outro no carro da minha esposa e um terceiro em casa para quando vou ao mercado a pé. Para não dar erro, sempre que uso as que estão num dos carros, eu as deixo ao pé da porta do apartamento depois de esvazia-las.


Enquanto os
mercados brigam para saber a quem atender, se ao cliente que exige sacolas mais resistentes ou a outros que exigem a bio-degradação eficiente, eu vou deixando elas de lado.


Outro hábito é de utilizar sacos de lixo (os pretos) somente para o chamado lixo comum (ou orgânico) e também o lixo "higiênico", aquele do banheiro (papel higiênico, absorventes, cotonetes, etc). As Sacolinhas de supermercado destino ao lixo reciclável e nessa até a própria sacolinha vai pra reciclagem. Parece um esquema bom e assim tenho feito.
Dessa forma, acabei descobrindo que gero pouco desperdício pois um saco de lixo comum dura uma semana, só levo o lixo "pra fora" quando o lixo enche ou quando jogo algo que resulta em péssimo odor (Ex. Peixe) ou as sextas-feiras e normalmente tem sido as sextas mesmo e muitas das vezes com o saco "meio vazio".

Esta semana, depois de esvaziar uma caixa (TetraPak) de suco, eu fui ao meu puxa-saco e me surpreendi ao encontra-lo vazio.
Caramba, o esquema ecológico provocou um colápso momentânio lá em casa.
Meu HD entrou em Looping e eu não sabia o que fazer!
Respirei fundo, reiniciei o sistema, joguei a embalagem
dentro do tanque e pensei... amanhã vou ao mercado e
consigo algumas sacolas. No dia seguinte lá estava eu,
chegando em casa com novas compras semanais,
ajeito as coisas nos seus devidos lugares, as frutas pra
geladeira, os biscoitos para o armário e o sabão em pó
para a área de serviço e quando chego lá encontro o
tanque transformado num deposito de recicláveis, mando
a mão para a testa pois percebo que eu havia esquecido
das sacolinhas e as compras vieram na sacola de feira
automaticamente.
Ohhhh situação!!!
Bem, pus-me a frente da TV mas minha cabeça não se fixava aos programas e sim na tragédia que minha vida se tornou por falta das sacolinhas, hehehehe.

Esta manhã, coincidência ou não, o jornal matutino apresenta uma matéria exatamente sobre isso, dicas de uso das sacolas retornáveis e dos problemas no uso das sacolinhas, da centena de anos par a decomposição delas e da quantidade astronômica destas benditas sacolinhas que que hoje deitamos ao lixo.
A matéria não dá alternativas as sacolinhas quando o assunto é o lixo. Devemos voltar aos latões que foram abolidas por questões de saúde pública (era o que se falava na época!)???
Devemos jogar o lixo em sacos de papel reciclável?
Os Sacos pretos "bio-degradáveis" desaparecem da natureza em apenas 70 anos e não em longos 100 anos como as sacolinhas.
Uma embalagem TetraPak, composta por até 7 camadas de materiais diferentes, entre eles o Polietileno e o alumínio que não podem ser separados, se jogados a natureza, levam ao menos 300 anos para se decomporem.
São consumidos 1.000.000 de metros cúbicos por ano de óleo lubrificante automotivo. Esse óleo novo substituí o velho que por muitas vezes é devolvido a natureza e o óleo leva milhares de anos para ser absorvido.

Ninguém consegue mexer com esses monopolistas e o problema está na sacolinha! sei!

Aprendi na escola que "na natureza, nada se cria, tudo se transforma", sendo assim, as matérias poluentes são frutos da própria natureza... NATUREZA MÁ!!!!

Rogério Queiroz
NEQTAR

quinta-feira, 21 de maio de 2009


Era assim até 1961 nos EUA, brancos na frente, negros no fundo dos ônibus e até este mesmo ano casamentos interraciais era crime. Com o passar dos anos, os negros americanos foram adquirindo espaço na sociedade e seus direitos. Hoje o líder político americano é um negro.
No Brasil de hoje as cotas raciais garantem aos nossos negros lugar nas universidades e recentemente, na moda. 10% dos modelos das fashion Weeks devem ser reservados ou preenchidos por negros. Nos EUA, o sistema de cotas raciais foi abolido.

Será que precisamos de um Ku Klux Klan, um protesto de Greensboro ou um regime Apartheid para evoluirmos como nação? E será que teremos um Martin Luther King ou um Malcolm X para defender os tais direitos que eu julgava ser para TODOS?

Gente, eu não estou entendendo!!!

Rogério Queiroz
NEQTAR

A vida é mesmo injusta.

Ontem fui a um mercadinho perto de casa, fazer aquelas compras básicas para a semana, algumas frutas e legumes frescos, pão, leite, mistura (hehehe, mistura é boa!) e outras coisas.

No corredor dos biscoitos e doces encontrei uma badeja de carne abandonada, enfiada no meio dos pacotes. FIQUEI MUITO PUTO... QUERIA SABER QUEM FOI O INFELIZ QUE FEZ AQUILO... Porra! O desgraçado não levou, não poderá ser reutilizado pelo mercado e ninguém vai poder consumir. Era uma belo naco de carne desperdiçado por um idiota que só pensou na porra do próprio umbigo. Não dava para pagar? devolve no balcão de carnes!
Imagina vc apresentar aquela badeja a um pai de família necessitada e vc dizer "desculpa amigo, mas um FDP abandonou este delicioso pedaço de carne numa prateleira e agora está impróprio para o consumo". No mínimo esse pai de família vai te dar um tapa na boca.

Agora, com que envergadura moral um sujeito desses pode reclamar por direitos? Dizer por aí que este ou aquele governo só tem ladrão? Que a vida é injusta???

Rogério Queiroz
NEQTAR


terça-feira, 19 de maio de 2009

Sofás da vida

Voltando aos entulhos, a coisa mais comum que se vê por são os sofás velhos. Velhos? talvez nem tanto, mas a baixa qualidade os envelhece rapidamente, sendo assim, poderíamos atribuir a culpa de tantos sofás sucateados aos fabricantes de móveis para a massa.

Meu sofá tem 5 aninhos e está novinho, paguei caro. Meu pai tem o mesmo sofá pelo menos 15 anos, já trocou o tecido e lá está, bonitão. Quando a gente não aguenta mais olhar pra cara dele (ou sentar neles!), compramos uns novos e colocamos os velhos na frente da casa com a plaquinha de vende-se, um precinho camarada e logo aparece um interessado já com a carriola para leva-lo.

Então a turma compra sofá das Casas Bahia (quer pagar quanto???) ou uns usados por aí. O novo das Casas Bahia estarão detonados no fim de 4 anos e os usados até aquentam uma sobre vida de mais 4 anos. Os comprados nas Casas Bahia são tão vagabundos que não suportam uma reforma. Os usados, por serem de boa qualidade e boa estrutura aquentam numa boa um forro novo, mas uma boa reforma fica mais caro que o sofazinho das Casas Bahia. Daí o resultado... lixo!

Bem! sofás, lixo, verão, chuvas = meleca da grande.

Vamos supor que a prefeitura tivesse um canal em que o cidadão ligasse e solicitasse a coleta do seu sofá velho, da geladeira velha, do móvel velho e tudo mais que não dá pra jogar no lixo comum. Não seria ótimo???



Como??? tem um número? 156? Há é!!!! Mas isso funciona?

Claro que não! mas também como poderia funcionar? afinal, são muitas lâmpadas para trocar, muita sinalização para fazer, muito mato para aparar, muitos buracos para tapar, muitas ruas para limpar, muitas faixas para pintar, muitos bandidos para prender, muitas crianças para educar e muita gente para cuidar, então, temos que dar um desconto, é muito trabalho que estão fazendo por nós.

Como??? Nada disso é feito? então o que eles estão fazendo??? Há sim... o Metrô... mas já agora, ESTÃO FAZENDO ISSO DIREITO?

Rogério Queiroz
NEQTAR

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Acima da lei.

Tem muita coisa que está acima da lei, mas algumas estão descaradamente sob nossos olhos.

Os veículos de transporte de valores são os vilões do trânsito de São Paulo, vejam este link
http://www.youtube.com/watch?
v=jtRdcwzqpvU&eurl=http%3A%2F%2Fwww%2Etruveo
%2Ecom%2FCarro%2DForte%2Dna%2DPaulista%2Fid%2F3040111158&feature=player_embedded
Neste video o carro-forte está atrapalhando o trânsito da Av. Paulista, por sorte trata-se de uma avenida larga num horário não muito movimentado, mas já presenciei casos em que esses veículos interrompiam a única via existente e a turma ter que esperar o fim da operação!!!
De qualquer forma, eu achava que o código nacional de trânsito proibia formação de fila dupla e bloqueio de via pública! Será que isso mudou? Placas de proíbido estacionar são como enfeites para eles.
Recentemente uma determinação municipal obrigou a todo comércio e sistema de logística adaptarem-se a executarem suas cargas e descargas em horários que não atrapalhassem o trânsito da cidade. Para os bancos não... eles não foram obrigados a criar recuos especiais para os carros-fortes e nem a horários especiais, muito pelo contrário, as operações normalmente são realizados no horário do "rush" e um adesivo na traseira desses monstros garante-lhes essa liberdade.

As caçambas são outros monstros. São caçambas sobre calçadas, em vias de grande circulação, sob placas de proibição, lixo descoberto, dengue, acidentes e o pior, entulhos jogados por aí, nas calçadas e sob viadutos.

O pior é que isso parece ser legal!!! já ouvi falar que as caçambas possuem licença para serem "estacionadas" em qualquer lug
ar e o entulho é jogado em qualquer lugar, pois pelo que parece, também é permitido.


A Av. Alm. Delamare é um problema, passo todos os dias
por ela no caminho casa/trabalho/casa e a calçada no trecho entre o hospital do Heliópolis e ETE da Sabesp é um verdadeiro depósito de entulho. Segunda-feira passada (11/05) a prefeitura esteve lá e limpou o
local e na terça-feira lá estavam montes e montes de entulho. Certamente em alguns dias a prefeitura vai lá novamente limpar o local
para abrir mais espaço para os "entulheiros", ou seja, é normal!!!

Os ônibus vivem em conflito com os semáforos, corredores exclusivos, cruzamentos, emissão de poluentes e a educação, são certamente os elementos que estão acima da lei. Semana passada um enorme articulado avançou o farol vermelho na Av. Santo Amaro com Av. Jornalista Roberto Marinho, parou no meio do caminho por causa do trânsito e literalmente interrompeu uma das vias da Roberto Marinho (eu estava nela, olhando para o motorista). Tudo isso
aconteceu sob as barbas de um "marronzinho" que limitou-se a acalmar os ânimos de quem ficou preso por causa da irresponsabilidade de um motorista "profissional". Assim que o trânsito aliviou, o bruta montes seguiu viagem, liberou a avenida e o "marronzinho" que voltou para o seu posto de trabalho sem sequer anotar a placa do ônibus. Viu, imune!

O nosso amigo aqui desta foto, tem um corredor só pra ele na via da esquerda da Av. Sto amaro, se ele circular no corredor DELE, não seria atrapalhado por ninguém e não atrapalharia ninguém, então, o que ele faz na via da direita?

Vocês precisam passar alguns minutos na Av. Goiás (São Caetano do Sul) para assistir ao show que os motoristas do transporte público fazem aqui, são poluidores, barulhentos e arruaceiros.
Parece que eles disputam entre si, quem passa mais semáforos vermelhos, quem corre mais, quem anda mais nas vias da esquerda, quem solta mais fumaça pelo escapamento! Impressiona.

São 3 pequenos exemplos, acho que toda gente vê isso no dia a dia.

Rogério Queiroz
NEQTAR

domingo, 17 de maio de 2009

Ar novo...

... para a técnica de enfermagem Kely.

O "Fantástico" estava com uma matéria que terminou hoje, Dr. Drauzio Varella nos apresentou detalhas do mundo dos transplantes de orgãos. O transplante de pulmões televisionado foi impressionante e emocionante, mas infelizmente outros não tiveram a mesma sorte e voltaram para casa.
O pior é o candidato que é chamado, preparado para a cirurgia, o orgão (um coração) retirado, preparado, trasportado (helicóptero, ambulâncias, escoltas, médicos, etc) para depois disso tudo o médico que iria fazer o transplante nega o transplante pois esse coração estava comprometido porque a declaração de morte cerebral levou 9 dias para acontecer.

No começo da matéria, houve um caso de um orgão perdido pois não conseguiram transporte para ele.

Para me chatear, esta semana, um vagabundo, bandido e safado apelidado de Batmam, foi transferido do Rio para o presídio de segurança máxima de Campo Grande (MS) e para isso estavam envolvidos numa mega-operação com dois helicópteros, um avião da FAB e muitos agentes especiais super bem equipados, mas para arrumarem um transporte para um orgão que poderia salvar uma vida, isso não foi possível.

É o poder das drogas que aparentemente financiam a máquina. Salvar a vida de um cidadão só dá gasto.

Rogério Queiroz
NEQTAR

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Fast-Food

Nada contra os fast-foods, até porque gosto muito deles, mas estive pensando (enquanto comia dois hambúrgueres, alface, queijo, molho especial, cebola, picles num pão com gergelim) no quanto era o tempo de vida útil da caixinha do meu sanduíche e fiquei observando o processo. Concluí que essas caixinhas vivem (em seu propósito) pouco mais que UM minuto, não mais que dois, é o tempo apenas do "chapeiro" colocar o sanduíche dentro da caixa, o atendente colocar na bandeja, do cliente levar até a mesa, abrir a caixa, tirar o sanduíche lá de dentro e descarta-la.

Será que a caixa é mesmo necessária?

Agora imaginem quantas caixinhas de hambúgueres são descartadas no mundo!

Rogério Queiroz
NEQTAR